quarta-feira, 25 de abril de 2012

Eu li num livro 18


Livro: O Jogo do Anjo


Autor: Carlos Ruiz Zafón


Doses de sabedoria:


* Ainda não posso morrer, doutor. Ainda não. Tenho coisas a fazer. Depois terei a vida inteira para morrer.


* Tudo é um conto, Martín. O que cremos, o que conhecemos, o que recordamos e até o que sonhamos. Tudo é um conto, uma narração, uma sequência de acontecimentos e personagens que comunicam um conteúdo emocional. Um ato de fé é uma aceitação, aceitação de uma história que nos foi contada. Só aceitamos como verdadeiro aquilo que pode ser narrado.


* - Sabe o que é bom nos corações partidos? - perguntou a bibliotecária. Neguei.
- É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões.


* Por que será que quando menos se tem a dizer, mais pomposa e pedante é a forma que se escolhe?


* Não sou devoto de santo algum, amigo Martín, e menos ainda dos que se autocanonizam ou, no máximo, se entrecanonizam. A teoria é a prática dos impotentes.


* Pedro sempre diz que a única maneira de conhecer realmente um escritor é através do rastro de tinta que ele vai deixando: a pessoa que a gente pensa que vê nada mais é que um personagem oco, e a verdade se esconde sempre na ficção.


* Lembrei que o velho livreiro sempre tinha dito que os livros tinham alma, a alma de quem o tinha escrito e de quem o tinha lido e sonhado com eles.

Um comentário:

Rufus Gabriel disse...

Preciso ler esse livro!