quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

It´s a wonderful life


Eu sempre amei o Natal. Sempre. Tem festa mais fofa, mais divertida?
Eu sempre espero ter o melhor Natal de todos os tempos. E, normalmente, tenho.
Esse ano, não foi diferente.
Começou dia 23, com o SBT honrando uma tradição natalina que a Globo uó queria estragar: GRINCH DUBLADO! Amo enlouquecidamente o filme. Acho tudo de fofo, principalmente a coisa de o Natal não vir de uma “store” e, talvez, significar um pouco “more”. (O jeito rimado de falar dos quem é uma delícia!).
Aí dia 24 foi perfeito... Família. A família que vai diminuindo, mas continua unida. Mãe, pai, irmã, cunhado, tio, tia, prima insana. Comidas maravilhosas, conversas divertidas, brincadeiras, piadas, fotos engraçadas, videokê, presentes, muitos presentes.
Papai Noel me deu tudo que eu queria. Roupas e mais roupas, livros... Um DVD da Barbie pink!! A possibilidade de tirar fotos sem depender dos outros! Mas, o que eu mais queria, ele também me deu: ver minha mãe feliz, tranqüila, com uma estabilidade que a possibilitou uma nova sala, banheiros arrumados, muitos presentes. E mais calma.
Dia 25 perfeito, com comidinhas e mais conversas familiares...
Dia 26 com unhas pink e... família.
Dia 27 com muitos filmes.
E dia 28 com uma tarde de Spoleto, Starbucks e Madagascar 2 com um grande amigo.
Pra finalizar, A Felicidade não se Compra, o filme mais gracinha ever e muito choro de felicidade no final do filme. Choro de fé na humanidade restaurada. Choro de fé como um todo restaurada. Choro de ver que tudo é divino maravilhoso. E que nenhum homem (ou meninota) é um fracasso quando tem amigos. E que é mesmo uma vida maravilhosa.
Saldo do Natal: redescobrir a família maravilhosa que eu tenho.
E agradecer ao surdinho lá de cima por ter me presenteado com ela.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Cuidado com o vaso de flor!!!!


E aí eu entrei no teatro.
Vazio.
Escuro.
Cadeiras empilhadas.
Lembrei...
A Carol no MSN: “Acho que o Fernando vai dirigir vocês!”.
O primeiro dia: “A gente vai montar teatro do absurdo, né?”
Os contos de mistério.
As leituras.
As desistências...
As reestruturações.
A definição das cenas, do tema... Figurino, cenário, músicas, formas de amarrar as cenas.
A sala de espera.
E os ensaios. Falar muito pra não dizer nada. Ficar tonta de tanto girar em volta da mesa.
E aí eu vi. Na escuridão. Invisível aos olhos... vi com o coração.
Eu e o tio do carreto levando o cenário.
O Fábio montando as coisas.
O último ensaio.
Meu primeiro “Boa noite, sua senha!” pra valer.
E todas as rodadas em volta da mesa.
E todos os sorteios.
E todos os “Tá com medinho?”.
E todos os jantares, completamente diferentes um do outro.
E eu ouvi.
Os risos.
Alguns reconhecíveis: minha mãe, minha irmã, o Lauri, a Janis...
Alguns que quase desconcentravam: o Ferdi e a Tali.
E muitos que eu talvez nunca mais ouça.
E ouvi...
“O Ferdi tá chorando...”
“Cena em quatro tá ainda melhor!”
“Você viu quem tá na mesa?”
“Opa! Que susto!”
“Ninguém tá ajudando a arrumar o cenário, pô!!!”
“She’s not me...”
“A mesma praça, o mesmo banco...”
“Mãezinha do céu...”
“Sabe esses dias em que horas dizem nada...”
“AZUL É SEU MANTO!!”
O silêncio.
Tudo sumiu. E eu vi o escuro e ouvi o silêncio.
Era a última sala de espera.
E elas caíram.
Incontrolavelmente.
Muitas.
Lágrimas...

The show mut go on! E ‘bora pro PA3a!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

admiravelmundonovomente...

É como se a gente sempre tivesse que ser racional.
Coerente.
Constante.
Como se houvessem placas espalhadas em todos os cantos.
"Não se confunda"
"Tenha absoluta certeza de tudo"
"Tudo é dogma!"
"Não mude"
"Saiba com precisão o que vc pensa"
"Saiba exatamente o que você sente"
"Explique tudo. Com palavras."
E eu, fugida de uma música de Raul...
Metamorfoseambulantemente.
Mudando.
Não tendo certeza.
Confusa.
Não sabendo...
Não entendendo...
Perdida.
E sem conseguir exlicar, sem conseguir prestar contas.
Será que eles vão me deixar ser eu?
Ser confusa?
Ser alguém que não sabe tudo?
E que muda?
Será que admiravelmundonovomente eu vou ter que reinvindicar direitos, como o Selvagem?
Ele reinvindicou o direito de ser infeliz.
Eu reinvindico o direito de mudar.
E o de não me entender.
E o de me confundir.
E o de só se ver bem com o coração...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

... mas eu quero!


Eu gosto dos Beatles. Como a maioria das criaturas normais. Eles são realmente legais. E as músicas são ótimas.
E eu sou daquelas que acredita nas coisas. Acredito até que o Paul McCartney de verdade morreu (de-ca-pi-ta-do! o horror, o horror...) e esse que tá aí é um sósia que deu certo e teve sorte. Natural, então, que eu acreditasse que a Yoko acabou com o grupo.
E aí, eu não gosto da Yoko. Não mesmo. Tenho horror dela. Lennon podia arranjar alguém melhor... Mesmo pq, convenhamos, ela é feia demais e o cara era só da maior banda e devia ter milhares de mocinhas aos seus pés e tal.
Enfim...
Li uma vez algo que achei muito legal sobre o casal. Um jornalista fez uma pergunta medíocre pra ele. Jornalistas têm essa tendência a fazer perguntas medíocres. E, antes que algum representante fiquei blé com meu comentário, quero deixar bem claro que eu tenho guardado no meu armário um diploma uó de couro que me inclui no grupo dos jornalistas que fazem perguntas medíocres.
O cara comentava o fato de John e Yoko estarem sempre juntos, grudados. E aí ele perguntava, com um certo desdém, "mas afinal, você precisa mesmo estar o tempo todo com ela?".
John muito calmamente respondeu "não, eu não preciso estar sempre com a Yoko". E completou - na resposta mais nhonhonho de todos os tempos - "... mas eu quero."
Pois é, Seu Lennon. Tem coisas que a gente simplesmente não precisa... mas quer.