terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O que


O que quero?
Não sei ao certo...
O futuro parece tão longe,
Mesmo estando tão perto!

O que sou?
Difícil saber...
Não lembro o que fui,
Nem previ o que virei a ser!

O que sei?
Nada e tudo...
Sempre vou aprender algo mais,
Que absurdo!

O que...?
É melhor esquecer...
Não quero atrapalhar ninguém,
Com tudo o que procuro entender.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Eu li num livro 25




Livro: Orgulho e Preconceito e Zumbis

Autor: Jane Austen e Seth Grahame-Smith

Doses de sabedoria:

* Somente pense no passado se as lembranças lhe proporcionarem prazer.

* Pode ser bem-visto - replicou Charlotte -, mas, por outro lado, às vezes é uma desvantagem ser tão reservada. Se uma mulher oculta sua afeição com a mesma habilidade do homem a quem se afeiçoou, pode perder a oportunidade de conquistá-lo. Em nove casos entre dez, convém a uma mulher demonstrar mais afeição do que sente. Sem dúvida, Bingley gosta de sua irmã. Mas ele pode muito bem não fazer nada, além de gostar dela, se ela não o incentivar.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

eu não fui a primeira


"Incomoda-me o fato de que a turma do teatro quer sempre colocar sua bandeirinha dizendo 'eu fui o primeiro...'. Será que a gente se lembra de que pouquíssimas manifestações são, realmente, inéditas? A gente está sempre copiando. Mesmo sem querer. Não precisa ser inédito. E sim, de boa qualidade. Honesto. Em sintonia com seu tempo. Dialogando com sua plateia."
(Neyde Veneziano)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vida e Morte de um Rio


O que tem este rio
Que nasce tão grande e forte?
Por que treme ao olhar nos olhos do homem
E ver sua própria morte?

Em Salesópolis nasce
Ao longo de São Paulo cresce
Ao chegar na capital,
Se torna sujo e desaparece.

Temos que ter esperanças
Para o futuro mudar
E para que nossas crianças
Possam no rio navegar

Temos que fazer com nossas esperanças,
O que faremos com o rio Tietê:
Teremos que provocar muitas mudanças
Para que este não vá morrer.

(aí uma das provas da gincana da viagem na 8ª série era escrever um texto sobre o Rio Tietê...)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Eu vejo flores em você...




Eu espero que, como boa irmã mais velha, eu tenha ensinado algo pra Bruna. Eu sei que aprendemos muitas coisas juntas - dessas, a mais divertida, foi dançar Thriller. E eu sei, tb, que eu aprendi muito com ela. 

Uma das coisas mais legais que eu aprendi com ela, tem a ver com flores. Eu sempre achei flores um troço inútil. Pra que dar flores, ganhar flores, etc? Flores murcham e vc tem que jogar no lixo. Só que, com a Bru, eu aprendi que as coisas não precisam durar pra sempre pra serem especiais. Eu aprendi que as flores são legais, pq são lindas, independente do tempo em que elas serão lindas. E aprendi que não importa se elas vão murchar, pq você sempre pode tirá-las do vaso, plantar em algum lugar e vê-las renascendo e crescendo. Como a força e a esperança das pessoas. Sempre renascendo e crescendo. 

E hoje, eu até compro flores, sem pensar em momento algum o quanto elas vão durar.

Thanks por mais essa lição, little flower!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Eu li num livro 24


Livro: Encontros

Autor: Trechos de entrevistas de Zé Celso Martinez Corrêa

Doses de sabedoria:

* Eu não acredito em família, não acredito em comunidade, não acredito em grupo, acredito em gente trabalhando junto, em determinada fase da vida, e essas fases mudam. Agora, a organização da liberdade depende de condições muito especiais e de uma coisa que na comunicação direta é essencial: que é paixão.

* Mas a gente descobriu que a linguagem do teatro não está no texto; que o teatro se faz no palco, com o corpo da gente, com as vibrações cortando o espaço.

* O artista não cria no convento, na castidade, na obediência ou na disciplina. O ator tem que ser um centro de liberdade, de poder. Para isso ele tem que viver intensamente, ser um deus, um rei, o que aliás todo mundo é. Mas o ator é que trabalha para manifestar isso: que o ser humano é divino, é livre, pensa e age; pode estar acima ou abaixo do bem e do mal, da moral, da militância e da sabedoria. Enfim, que o ser humano é um mistério poderoso. O teatro é um espelho que mostra o ser humano em toda a sua grandeza e mesquinharia. Mas para que esta revelação seja possível, é preciso que a sociedade queira ver as coisas com a liberdade que elas podem ter. A censura e a militância não poderão mais existir.

* A humanidade está cansada de saber que os artistas sempre foram escandalosos, difíceis, grupos de risco, e aí está a sua qualidade. Não podemos pedir ao artista que seja um militante, um burocrata, um empregado, um sujeito decente, digno, sábio. O artista é outra coisa.

* A maior utopia é a coisa mais simples que existe, é você chegar aqui e agora. Na hora que acontece o teatro você tem que trabalhar com as energias presentes, e dar confiança pra que essas energias presentes atuem com seu poder onde elas estiverem, a qualquer momento, a qualquer hora, a qualquer instante.

* Eu acho o seguinte: que a posição do Oficina é uma posição radicalmente cultural, acredito que a arma que existe para combater a violência, para combater a pobreza, para combater a desigualdade é a cultura. A cultura aliada à educação. A educação só não basta. Você pode educar em rebanho, mas a cultura é crítica, é inovadora, é insolente, é libertadora, é polêmica.

* Repórter: Você é católico?
Zé Celso: Não, eu sou do teatro. Minha religião é o teatro.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Solidão


Do alto do morro
Vejo o céu, o mar e a cidade
E é nessa hora que morro
Que morro de tanta saudade.


De dia, casas vazias
Sozinhas com sua solidão
De noite, pessoas unidas
Mas com um vazio no seu coração

Mas é no lindo azul
E na profundidade do mar
Que me perco
Me perco em seu olhar


(aí era aula de redação na 7ª série e o tema era solidão...)

domingo, 6 de janeiro de 2013

carta aberta a um principezinho




pequeno príncipe, meu príncipe...

eu pensei em te escrever para pedir desculpas. por tanta coisa. mas aí percebi que eu não tenho que te pedir desculpas. não por não ter errado; eu erro. muito. mas é que meus erros são da minha natureza. eu sou assim. eu sou uma flor. eu não posso te pedir desculpas por ser uma flor, posso? não é exatamente algo que eu escolhi...

o que eu sei é que eu nasci flor. ainda semente, escolhi o solo do teu planeta pra germinar. podia ter escolhido qualquer um de tantos planetas no universo, mas escolhi o seu. sem nem saber que você existia. destino, talvez? e, então, eu virei flor. desabrochei em verde e vermelho, em pétalas e folhas. e te vi. um menino. eu sei que considerando a lógica de ser o seu planeta e de eu estar presa ao solo e ser menor que você, eu deveria ter em mente que eu era sua flor. mas, não! nasci flor, nasci arrogante. eu estava no seu planeta. mas você era o meu menino.

tempos depois, descobri que era um príncipe. pequeno, mas um príncipe. na minha mente, se você era um príncipe, eu era, no mínimo, rainha. e, claro, você não era um príncipe: era o meu príncipe. flores são assim. possessivas. é da minha natureza. 

uma coisa eu aposto que você percebeu. que eu faço toda essa pose de rainha, mas sou frágil. preciso ser cuidada. preciso de atenção, de cuidados, de afeto. preciso que você coloque a redoma sobre mim, mas não por muito tempo, pois eu também preciso de ar. preciso que você me regue. com água e com palavras. preciso que você esteja perto, pra que eu não esteja sozinha. você caminha pelo planeta, eu não. eu fico aqui, plantada. e, se você dá dois passos e já sai da minha linha de visão, eu sinto a sua falta. você me cativou, menino príncipe. e agora é responsável por mim. e teremos necessidade um do outro.

e, então, suas viagens. você decidindo deixar o b612. o seu planeta, o planeta onde eu vivo. tenho que me desculpar pela dificuldade que tenho em lidar com isso? com as suas voltas interplanetárias? não tem ninguém aqui pra me fazer companhia. nem um carneiro. e eu deveria agradecer por isso, mas um carneiro - ainda que me devorasse - seria uma companhia. e eu só tenho, aqui, tempo. muito tempo. pra imaginar coisas. pra imaginar quantas pessoas diferentes você está conhecendo na sua jornada. imaginar - supremo ultraje! - quantas flores você está conhecendo. imaginar que você tenha com elas o mesmo cuidado que tinha comigo. imaginar que elas estão tendo o cuidado que eu não estou tendo, aqui, plantada, analisando poeira cósmica. imaginar que é com essas outras flores que você conversa agora, enquanto eu fico aqui. escrevendo mentalmente cartas. (eu não tenho nem mãos pra escrever uma carta de verdade! é muita humilhação, hmpf!) imaginando que você vai gostar mais delas do que de mim. e, então, me esquecer. e, então, me abandonar de vez aqui e ficar aí, com suas amigas flores. que não gostam de você tanto quanto eu gosto, eu tenho certeza. hmpf. 

ciúme, príncipe. isso, junto com arrogância, fragilidade e possessividade fazem parte da existência de uma flor. eu sei que eu deveria me livrar de tudo isso, mas não é possível. condenada a ser flor. pra sempre. condenada a sofrer como uma flor. pra sempre... ou, ao menos, até você voltar. com você, o b612 é pura e eterna alegria. ao menos pra mim. o que já corresponde a 50% da população e, se você considerar que a outra metade é você...

talvez eu só precise ter a certeza de que sou, pra você, única no mundo, assim como você é, pra mim, único no mundo. talvez a gente precise mesmo é mudar pra um planeta maior e mais povoado. e nem pense em plantar outra flor! isso não resolveria o problema. e me transformaria numa assassina também. quer dizer... eu não tenho mãos, como eu...? hmpf. 

fico por aqui. (como se eu tivesse outra escolha... hmpf!)

sempre sua... sua rosa (a única!... do b612, ao menos.)

sábado, 5 de janeiro de 2013

carta aberta a um passarinho




passarinho, meu passarinho...

tantas vezes tentei te explicar. muitas mais me esquivei de explicar, por achar que era sua obrigação saber. mas, agora, acho que você entende. entende isso que é assim, tão importante. e eu também começo a entender. quem disse que eu sei tudo? as mães nem sempre sabem tudo...

o que eu sei e sempre soube, passarinho, é que eu era única. sem a possibilidade de descendentes. uma pássara solitária, em seu ninho. mas, de repente, você apareceu. não um ovo, mas um bebê passarinho. não meu, mas tive, no exato momento em que te vi, a sensação de que eu deveria cuidar de você. te ensinar. te ajudar a virar pássaro adulto. 

e foi por isso, passarinho, que existiram - e talvez ainda existam - tantas diferenças. por você querer voar por onde eu já voei e sei que não é bom. queria te impedir de cometer os mesmos erros. e não percebi que o destino era o mesmo, mas os caminhos poderiam ser diferentes e o que, pra mim, havia sido uma péssima experiência, pra você poderia ser bom. não conseguia perceber que éramos pássaros diferentes, com destinos diferentes. por você se aproximar de pássaros de que eu nunca gostei. e de outros bichos também, alguns bem asquerosos, aliás. queria escolher quem formaria seu bando, por achar que, sendo mais velha, eu saberia quem deveria te acompanhar nos seus vôos. e sem perceber que você tinha que conhecer outros pássaros e bichos asquerosos pra saber quem são os pássaros bons, os que vale a pena manter por perto. e, também, por você voar pra longe de mim. por bater esse medo de você voar pra tão, mas tão longe, que eu não te visse mais. que você esquecesse de mim. e não percebia, meu filhote adotado e destinado, que longe é um lugar que não existe e que a gente estaria sempre perto, não importa pra onde você voasse.

hoje, você já não é mais um bebê passarinho. é um pássaro menino. e você já aprendeu tanto... já sabe que caminhos percorrer,que pássaros acompanhar. contrariando minhas expectativas - mas me fazendo imensamente feliz - escolheu estar no meu bando. comigo. e, agora, vejo a dedicatória do presente que me deu. "sabe quando você é passarinho e precisa de alguém que te ensine a voar? obrigado por ter me ensinado!". errado, passarinho! eu não te ensinei, eu só aprendi com você. a ser uma pássara melhor, a voar mais alto, a confiar. e a aceitar que nossos vôos não serão sempre os mesmos, mas, quando estivermos juntos, serão vôos inesquecíveis. os melhores.

obrigada, passarinho! te amo até quando você, com esse bico torto, cospe suco em mim.

mamãe pássara

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Porto


Vejo, ao longe, um porto,
Seguro para atracar.
Decido que é um bom lugar
E para lá vou navegar.

Sofro a fúria de Netuno,
Deus de todo o oceano.
Tento enganá-lo,
Mas ele é soberano.

Faço tudo para contornar
Os obstáculos por ele colocados,
Mas, que surpresa!
Os perigos são aumentados.

Recomeço minha batalha,
Não paro de lutar...
Porto, tenha paciência,
Um dia irei lhe alcançar!