sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Eu sou prosa, ela é poesia




Por muitas vezes tento fazer poesias sobre (e para) a Brú. Mas elas não saem! Já fiz muitas poesias em minha vida, todas falsas e medíocres. Sou a vergonha de Drummond, Quintana, Pessoa. Cada verso, cada rima é uma mentira e não tem um pingo de mim. E por isso eu não consigo escrever! Pq, por mais que a Bruna seja pura poesia, eu não sou. A Bruna é um todo poético, um universo de hipérboles e eufemismos, um emaranhado de clichês e beleza. Ela é o cabelo da cor da noite, os olhos que brilham, o sorriso que ofusca. Ela é todo o exagero romântico dos poetas, o oito ou oitenta, o tudo ou nada. Ela é a profusão de sentimentos e qualidades: o amor, a felicidade, a alegria, a simplicidade, a autenticidade e tudo mais. Ela é todas as palavras encontradas em montes de versos pelo mundo inteiro: princesa, anjo, lua, sol, estrela, sonho, saudade... A Bruna, pra mim, é um verso de Quintana: simples, quase infantil, pleno, puro, ingênuo, forte e lindo. E a Bruna é parte de mim... E, como eu disse antes, minhas poesias não têm um pingo de mim. E eu sei que ela entende isso...

Eu? Eu sou prosa...

(originalmente publicado em 08 de setembro de 2005. continuo sendo prosa.)

Um comentário:

Rufus Gabriel disse...

Mas ela tá tão presente aí dentro, que você virou prosa poética. Um escrito a quatro mãos.