terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Eu li num livro 38



Livro: A Pata da Gazela
Autor: José de Alencar
Dose de sabedoria:

* A ilusão é a única realidade desta vida!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Angústia Maternal



De todos os assuntos relacionados aos problemas do mundo moderno, com certeza a descriminalização do aborto é um dos mais polêmicos. De acordo com pesquisas feitas em território nacional, as opiniões têm-se dividido, havendo diferenças mínimas no posicionamento dos cidadãos.

Segundo o Código Penal, de 1940, o impedimento da gestação é direito de toda mulher estuprada e gestantes que corram riscos. Contudo, graças ao ultrapassado sistema judicial brasileiro, até que se provem esses dois casos, a interrupção da gravidez se transforma, de operação corriqueira de início de gravidez em uma dificuldade imensa para a gestante.

Por trás das cortinas da lei, milhares de abortos ilegais têm ocorrido no país; com maior incidência entre mães adolescentes que acabam com uma futura infãncia em nome da sua. A população carente é mais prejudicada pela lei; pois, não tendo acesso às clínicas particulares, recorre a métodos caseiros e brutais. E, certamente, a grande maioria das 883 mulheres violentadas somente no primeiro semestre de 1997, não teve acesso a essa prática.

A Igreja condena o aborto, bem como o homossexualismo e o divórcio; revelando-se antiquada se comparada aos avanços sociais. A lei deve ser revista, pois não prevê uma gravidez indesejada, risco para a criança, interesses pessoais e dificuldades financeiras; o que pode elevar o contingente de menores abandonados.

As mulheres têm, antes de tudo, direito sobre seu próprio corpo e liberdade para gerar ou não uma vida. A obrigatoriedade do atendimento não é um incentivo ao aborto e sim à formação de uma nova geração de crianças amadas, bem-cuidadas, e o que é melhor, desejadas.

(3º colegial, tema - a lei da obrigatoriedade é um incentivo à descriminalização do aborto? , redação nota 10, publicada no mural da escola)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

amor é cortar tecido à noite.



é tão difícil, mas tão fácil definir o amor.

eu sinto, sempre, que eu não sigo o que ela sonhou pra mim. eu sinto que ela planejou um outro futuro pra mim. um que, pra ela, seria muito melhor. mas ela me deixou sair de dentro dela. teve isso. depois disso, depois que se corta o cordão... bom, as coisas vão piorando. até chegar naquele ponto em que ela deixou de escolher por mim, de planejar por mim, de sonhar por mim. e eu comecei a escolher, a planejar, a sonhar. a traçar. certamente não o que ela queria. talvez não o melhor pra mim. mas o único caminho que eu consigo seguir, minha estrada de tijolos amarelos. tortuoso? talvez. delicioso? sim. 

e, mesmo não sendo o que ela escolheria pra mim, ela apóia. ela se esforça pra entender (ok, nem sempre consegue.... mas, acredite, eu também não entendo muitas vezes). ela fica ao meu lado. ela me incentiva. e ela sonha comigo.

ela me ensina (e re-ensina, todo santo dia) que sonho que se sonha só é só um sonho e sonho que se sonha junto é realidade. ela sonha meu sonho. e me ajuda a ir, aos pouquinhos, transformando-o em realidade. 

e ela move mundos e fundos.

ela investe tempo e dinheiro.

ela gosta até quando não gosta.

ela reclama ("você nunca está aqui final de semana!", "só você trabalha nesse grupo, né?", "pq é sempre você que tem que se sacrificar?"). muito. mas não deixa de apoiar, incentivar, sonhar. e não me faz desistir. não me deixa desistir.

ela sai catando gente na rua, na maior cara de pau, pra vender rifa pra ajudar ao grupo.

ela fica a noite toda fazendo colar comigo, pra conseguir trocar os colares por doações pro grupo.

ela é a pessoa mais entusiasmada do grupo. e ela nem é do grupo, não oficialmente.

e, ontem, ela cortou tecido. à noite. eu riscava e ela cortava. pequeninos quadrados de tecido. que vão virar figurinos. figurinos que nem eu e nem ela vamos usar. que o grupo vai. 

ontem ela me provou, mais uma vez, que isso é amor. é cortar tecido, depois de trabalhar o dia todo e de fazer comida à noite. amor é sacrifício. sacro ofício. trabalho sagrado. sagrado. 

mãe, lembra quando a dani disse que eu dediquei minha peça pra minha professora da 1ª série e não pra você? a outra eu dediquei pra princesa estrela. não dediquei, mesmo, nenhuma pra você. e nem sei se vou dedicar alguma das que eu estou escrevendo e das muitas que eu pretendo escrever. pode parecer egoísmo, mãe, mas não é isso, não. pode parecer ingratidão, mas também não é isso. juro.

eu não dedico minhas peças a você, mãe. pq eu acho pouco, muito pouco, muito menos do que você merece.

eu dedico minha vida toda a você...

sábado, 9 de novembro de 2013

"Pra que a gente faz teatro?"



- A gente estava comentando que nas suas peças sempre tem personagem sem nome...
- E sempre tem uma Ela. Nas adultas.
- É. Verdade!
- Sempre tem uma personagem pronome...
- Tem algum motivo pra isso?
- Não sei... Na peça que eu tô escrevendo agora também tem uma Ela...
- Sua terceira Ela...
- É. Posso te contar um segredo? As Elas... Bom, eu escrevo as Elas pra mim. São sempre as personagens que eu gostaria de fazer.

Assim, há alguns dias, eu confessei meu segredo pra uma certa flor. Mais tarde, no mesmo dia, eu contei pra ela o significado do meu nome...

- Então, é como se você nem tivesse nome...
- Mais ou menos isso.
- Você é a menina.
- Eu sou um substantivo...
- Ou um pronome... A menina... Ela... Isso explicaria suas personagens chamadas Ela.

Sim, explicaria. Se procede, eu não sei. Sei que tudo isso, pra mim, me pareceu ter muito a ver com um outro diálogo, que aconteceu 5 dias depois. No fim de uma aula, enquanto uma aluna registrava uma atividade e eu tentava fazê-la entender o quanto o exercício a ajudaria, surgiu o questionamento: "Pra que a gente faz teatro?". E eu quis ouvir dela, saber o que ela responderia, primeiro.

"Pra poder ser outras pessoas, viver outras vidas."

Eu disse que muita gente responderia isso. E ela quis saber o que eu achava. Em segundos, lembrei dos outros diálogos. Das peças. Das Elas. E de tudo que eu vivi no palco até agora: Rosalynda, Emília Espectadora, Carmen, Poetisa, Pombinha, Noêmia, Lisístrata, Juliet, Lindalva, Zabé, Cindy, Sílvia, Emília... E percebi que eu jamais responderia a mesma coisa.

"Eu acho que a gente faz teatro pra poder ser a gente mesmo. O mundo, as pessoas, a sociedade... tudo exige que a gente seja um personagem, pra atender padrões e expectativas. Talvez só no palco a gente possa abandonar as personagens."

E, vendo o brilho nos olhos dela, finalizei:

"A gente faz teatro pra poder ser a gente mesmo, pra viver de verdade a nossa vida."

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Feitiço



Eu que sou a bruxa?
Ou você é o feiticeiro?
Posso ter escolhido os ingredientes,
Mas você mexeu o caldeirão inteiro.

Há muito deixei de ser bruxa,
Já não vago pela madrugada.
E você, feiticeiro? Ainda voa?
Ou, como eu, pensa na pessoa amada?

Cansei de tanto feitiço, encanto, magia;
Toda essa alquimia pra te conquistar.
Mas só te aviso, tome muito cuidado:
Contra o feiticeiro, o feitiço pode virar!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

sdds twitter 03



emoticon mais usado do dia: (drama\) . tô melodrama puro.
5:51 PM Aug 13th from twitgether

"Tinha esquecido como você dialoga como se estivesse num filme de Quentin Tarantino"
5:37 PM Aug 6th from web

"Acho que você é a única pessoa que faz parecer possível uns diálogos insanos daqueles, na vida real." (ohmygod!)
5:38 PM Aug 6th from web

da série "verbos de difícil conjugação": CATIVAR.
9:21 PM Aug 5th from twitgether

You don't tell me things, Joel. I'm an open book. I tell you everything, every damn, embarrassing thing.
12:41 PM Aug 5th from twitgether

"eu tô numa onda macha nas últimas semanas. tô no meu ano chuck norris, eu acho."
2:39 PM Aug 4th from twitgether

lição de lógica no karaokê: "gordinhas cantam bem"; "eu não canto"; "vc não é gordinha".
3:55 PM Aug 3rd from twitgether

"Afinal, cada um de nós tem origem no desejo, e todos nós temos fim na morte." (Adoro o Sandman...)
5:28 PM Jul 31st from twitgether

Brhadaranyakopanishadvivekachudamani batiza filho com mesmo nome. PQ, MEU DEUS, PQ????
10:47 AM Jul 31st from twitgether

normal sonhar com o fhc, sendo que já sonhei com o vargas, acho... tenho uma tendência a sonhar com ex-presidentes.
9:57 AM Jul 31st from twitgether

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

a professora de teatro 7



- que que é aula aqui?
- de teatro... sabe?
- que que é teatro? que nem fazer peça, com historinha?
- isso mesmo!
- e se eu não tiver fantasia? posso fazer?
- pode! e eu também tenho várias fantasias naquele baú!
- nossa! que demais!

(e, com olhos arregalados, o menininho de no máximo 7 anos foi embora e me deixou pensando que a resposta certa seria "a fantasia de vestir não é necessária; mas a outra fantasia, se não tiver... aí complica...")

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eu li num livro 37


Livro: Sete Faces da Aventura - conto "Eu, um pioneiro"

Autor: Ricardo Gouveia

Dose de sabedoria:

* Aquela imagem ali à frente, tão próxima, provocou em mim estranhas sensações. Fiquei como que paralisado, sem saber o que estava fazendo ali, e senti uma pressão muito grande dentro de mim sem nenhuma razão aparente: talvez dor seja isso.