Então, é isso, Joel.
Vai acabar.
Logo.
E não há nada que a gente possa fazer.
Não há nada que eu possa fazer.
Vai acabar.
Tem que ser assim.
Predestinado.
Predestinado, Joely?
Tem que ser assim?
Ou vai ser assim, por ser o que você escolheu?
Caminhos. Muitos caminhos. Infinitos caminhos...
Seria muita sorte a gente escolher os mesmos, né?
Seria. Seria improvável. Im... possível?
Logo. Eu, aqui, mesurando o tempo. Sempre faço isso.
Estou ficando velha e nada faz sentido.
Uma tangerina velha. Sem sabor?
Oh querida, oh querida, oh querida... Clementine...
Nada faz sentido.
Não faz sentido acabar. Mas vai ser assim...
Nós ainda teremos Montauk?
Nós sempre teremos Montauk?
Nós nunca mais teremos Montauk?
Então, é isso, Joel.
Vai acabar. Eu vou pegar o primeiro taxi que passar e ir até a Lacuna. Gastar tempo e dinheiro. Porque eu não vou esquecer. Porque eu não quero esquecer...
Vai acabar. Logo.
E saber que vai acabar é até pior do que o acabar.
Uma tangerina angustiada.
Nada faz sentido.
Vai acabar logo.
E você sabe.
E o que fazemos?
Aproveitamos?
Ok.
Mostrando postagens com marcador principezinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador principezinho. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 10 de setembro de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
A Rosa
Sou uma rosa. Minha história começa quando eu era uma semente. Seu João, o dono do sítio onde vivo hoje, comprou a minha semente e as sementes de outros tipos de flores. Plantou todas num belo jardim e hoje somos belas flores.
No jardim onde vivo há todas as flores: violetas, margaridas, cravos, etc. Mas rosas, como eu, só duas. Sou uma rosa vermelha. As duas amigas são uma rosa branca e uma rosa.
Fico feliz em ver os animais da fazenda. Os cavalos correndo, as vacas com seus bezerros, os pássaros, os insetos. De vez em quando pousa uma abelha em mim. Também gosto de abelhas.
Adoro ver os filhos do dono correndo, brincando, andando a cavalo. Ele tem dois filhos que adoram subir em árvores e uma filha que adora flores.
Tenho medo que me arranquem. Um dia, a filha do seu João veio andando em direção ao jardim. Primeiro regou todas as flores, depois me arrancou.
Hoje sou só algumas pétalas no chão e um caule num saco de lixo.
(aí eu voltei mais ainda no tempo, encontrando um caderno em que eu escrevia historinhas minhas, quando tinha 7 anos... e morri de alegria vendo que eu sabia usar vírgula!)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O Básico em 05/06/2008
A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Já dizia Saint-Exupery. Na maioria das vezes, palavras não valem coisa alguma. Gestos. Ações. O jeito de olhar. O que se transmite pelos olhos. Além deles... O essencial é invisível aos olhos, não é? É e sempre vai ser. Sentir... É só o que importa. É só o que se leva. E salve o Pequeno Príncipe! E a sábia raposa...
Assinar:
Postagens (Atom)

