sábado, 18 de fevereiro de 2012

super cult.

- virei transex!
- ah, eu sabia, sua cara.
- é, porque este não é o meu corpo. é um corpo-prótese, um corpo-silicone-moldável, um eu-plástico. não é o meu corpo.
- super cult. adoro tudo que é cult. só que ao contrário.
- cult é a linguagem!
- eu diria que é transcendental. isso ainda vai revolucionar o teatro nacional. e nós vamos fazer essa revolução. nós, que representamos tudo que é moderno. nós, que quebramos paradigmas. nós, que bebemos vinho na praça roosevelt, pq isso é fazer teatro. quase um boal.
- tomamos vinho e próprio sangue, pro teatro-rito, pro teatro-profano.
- pq nosso sangue não é nosso, não nos pertence. é de deus-baco, deus-shiva, deus-zé-celso, deus morto fêmea língua gelada como nada. gott ist tot, já disse nietzsche, assim falou zaratustra.
- hahahhahahahahaha... eu rio muito com você! hahahahah
- tá me chamando de palhaça só pq eu sou cult?
- desculpa. o riso é um ato involuntário, invólucro, insípido e unanimariam em ser que vive em sociedade com o outro e o terceiro. o eu-você, o você-eu. me desculpe por tamanha arrogância em frente a um eu-teatro e um eu-metamorfose-de-mim.
- o eu-risível entrou em confronto, em sua magnitude,com o eu-eu que rompia a aurora. despertando em toda a concretude do ser para um novo eu-dia, não consegui compreender a amplitude do você-palavras. peço perdão. um eu-perdão, um você perdão, o perdão de deus, do deus menino, do deus das eras, do babalorixá do perdão, varinha de condão, eu-fada. namastê, evoé, tindolelê!
- to morrendo de rir, sério.

(pq cult q é cult é cult até por sms. e pq a gente é cult. só que ao contrário.)

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